EAJ conquista Prêmio Maker na Olimpíada Brasileira de Robótica

"Maker" é como é denominada a categoria que premia a equipe que se destaca por fazer a maior parte do robô de forma manual, não comprando kits prontos, ou seja, com o trabalho, no geral, sendo feito à mão



Os estudantes do curso técnico em Informática da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN) conquistaram o Prêmio Maker na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) na modalidade prática presencial. A equipe Lamarr, formada por Caio Henrique Jardelino Lima (2° ano), Matheus Ramos Ferreira da Silva (2° ano), Thiago Rayzing França de Farias (2° ano) e Vanzhayon Sousa dos Santos (1° ano), ganhou o prêmio na etapa estadual do Rio Grande do Norte (RN) da competição.

"Maker" é como é denominada a categoria que premia a equipe que se destaca por fazer a maior parte do robô de forma manual, não comprando kits prontos, ou seja, com o trabalho, no geral, sendo feito à mão. A equipe Lamarr desenvolveu um robô autônomo com o intuito de seguir linha e desviar obstáculos, objetivos exigidos na modalidade. Além disso, seguir uma linha preta em uma pista branca, seguindo o caminho correto em uma encruzilhada e desviar de um obstáculo de dimensão conhecida, que são especificações das pistas da OBR.

Os estudantes, que fizeram o trabalho a partir da vontade que cada um tinha em desenvolver um projeto como esse e inspirados em robôs de edições anteriores, falam sobre a etapa inicial. "Cada um dos integrantes da equipe já tinha vontade de fazer algo parecido, então quando surgiu a oportunidade da OBR, apresentada pelo professor Leonardo, formamos um grupo. Todo o robô começou com projetos em papéis, desenhos e plantas inspirados nos robôs anteriores da modalidade presencial da OBR. Consequentemente, começamos um protótipo seguidor de linha, com sua base feita em policloreto de vinila (PVC) e alguns sensores infravermelhos. A partir daí, fizemos o segundo protótipo, com a base um pouco maior utilizando os mesmos materiais. Só então que fizemos a união entre os dois primeiros protótipos, fazendo nossa versão final, esta, constituída de duas placas de PVC, sendo assim um "primeiro andar", fixadas por parafusos e porcas travantes, utilizando também sensores infravermelhos e ultrassônicos, responsáveis por seguir a linha e ultrapassar obstáculos", comenta Vanzhayon.


Antes da participação na modalidade, os estudantes relatam mais sobre o processo de desenvolvimento do robô. "Foi uma experiência, para nós, nova e enriquecedora, que sem dúvida agregou bastante às nossas vivências. Mas nem tudo são flores, e durante o processo enfrentamos algumas dificuldades, como a falta de recursos e de tempo durante as aulas para nos reunirmos, e em especial nas férias, que começaram em um momento decisivo do desenvolvimento e acabaram dias antes da realização da competição, o que nos custou muito do avanço que poderíamos ter, já que durante as férias não tivemos acesso ao laboratório e nossos encontros se tornaram bem mais esporádicos. Apesar de tudo, com bastante ajuda das adaptações técnicas - as gambiarras - e do empenho de toda equipe, nosso robô, batizado de 'Joule-V3', foi capaz de nos representar com um bom aproveitamento nas provas, alcançando a 8° posição dentre todas as equipes do nosso nível e, de quebra, ainda conquistar a premiação Maker, que é uma das premiações extras oferecidas a algumas equipes que apesar de não estarem no pódio, se destacaram de alguma forma", complementa Vanzhayon, representando a equipe.


O robô Joule-V3 marca a estreia dos jovens na OBR. Cada um deles fala sobre a conquista nessa primeira participação na competição. Para Caio Henrique, "é muito gratificante poder ser reconhecido por algo que você fez, se dedicou e passou raiva. Mesmo o desempenho não sendo o melhor, nossa equipe sempre se esforçou e fomos reconhecidos por isso. Caso não fôssemos premiados, a experiência adquirida e o aprendizado foram compensadores, mas claro que uma premiação sempre é gratificante", diz o aluno. Segundo Matheus Ramos, "ter recebido aquela medalha foi espetacular. Sentir aquela sensação de subir lá em cima do palanque para receber a premiação, que foi fruto de tanto esforço, realmente, é muito inspirador e empolgante", comemora.


Thiago Rayzing também comenta sobre o prêmio conquistado pela equipe. "Apenas a experiência de ter construído um robô do zero e participado da Olimpíada foi uma experiência única, e ainda por cima ter conquistado o Prêmio Maker foi espetacular, algo que eu jamais imaginaria viver, e além de tudo isso, poder servir de inspiração para outros jovens", fala. E Vanzhayon Sousa finaliza: "A premiação traz, acima de tudo, uma sensação de dever cumprido. Um reconhecimento a todo o trabalho que tivemos até ali, de que fizemos aquilo que poderíamos ter feito naquele momento da melhor maneira possível, e nos motivando ainda mais para continuar e fazer melhor na próxima edição da competição", pontua o estudante do 1° ano.


Os alunos contaram com o auxílio do professor Leonardo Teixeira, orientador dos estudantes da escola que participam da OBR. Ele comenta sobre ajudar os discentes na olimpíada. "O aprendizado do conteúdo necessário para a construção do robô, a partir dos seus componentes (sensores, microcontrolador e atuadores), se deu a partir da disciplina de Eletrônica para Computação do curso técnico em Informática da EAJ que leciono. Entretanto, diversos pontos da construção, como o design, desenvolvimento do chassi, posicionamento dos sensores e estratégias de programação são méritos dos alunos na sua totalidade. A OBR incentiva o fazer e pensar dos alunos, de forma que eles possam exercer a sua criatividade e estudo de técnicas para solução dos problemas. O professor auxilia o processo", elucida.

Ele ainda complementa falando sobre ver mais uma leva de seus alunos conquistando prêmios na OBR. "É sempre prazeroso para o professor observar a conquista dos seus alunos. A modalidade prática presencial é especial por ter a motivação de construir um robô autônomo de verdade para cumprir os desafios da olimpíada. E o Prêmio Maker mais ainda, pois é dado para a equipe que usou o menor número possível de kits/módulos comerciais prontos, sendo obrigados a exercer a criatividade em diversos pontos", explica Leonardo.

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